quarta-feira, 30 de maio de 2012

O Amor



O amor, meu único bem
(clique aqui para ouvir, por gentileza)







"Se você acha que esse é um sonho válido, ajude a espalhar essa ideia: NO DIA 31 DE MAIO, GASTE TEMPO COM QUEM VOCÊ AMA! Quaisquer 5 minutos já podem fazer a diferença no seu dia e no dia de outro alguém. É só um dia. Não é difícil. Ideias nós temos aos montes. O seu trabalho não vai ficar irremediavelmente atrasado... a louça não vai gritar se ficar esperando para ser lavada... a roupa não vai se revoltar se só for limpa e passada no dia seguinte... o resto espera. O amor não! E se vier uma vozinha lá da "consciência" querendo atrapalhar seus 5 minutos com pessoas especiais, use mais uma frase do Renato: "o mundo anda tão complicado e HOJE eu quero fazer tudo por VOCÊ!".


Fazer o bem a quem necessite de nós!
Deixar o outro mais feliz...







segunda-feira, 21 de maio de 2012

Amizade à Felicidade


Não escreverei versos chorosos
cantando tristezas infinitas, amores impossíveis,
saudades dolorosas,
paixões trágicas e não
correspondidas.

Tenho a vocação para a felicidade.
Ser feliz não me
traz sentimento de culpa.
Não preciso da tristeza
para justificar a
inutilidade da vida.

Não preciso morrer e
ir ao céu para
encontrar a felicidade.
Quero-a e tenho-a
neste espaço terreno do
aqui e do agora.

A felicidade,
tal e qual, o amor
está dentro de mim
e transborda
em ternuras,
em melodias,
em carinhos,
em alegrias,
em cantos e encantos.


Sou feliz e não preciso me justificar.
Sorrio sem ver passarinho verde.
Não tenho medo de ser feliz

Faço minha estrela brilhar
sem receio dos encontros, desencontros, encantos e
desencantos que o amor me diz.

Contrariedades? Eu as
tenho!
E quem não as tem na vida secular?
Escassez de dinheiro?
Nem é bom falar.

Amores não correspondidos?
Separações?
Rejeições?
Saudades incuráveis?

Carinhos reprimidos,
ternuras guardadas,
sem a contra
parte do outro?
Eu tenho aos montões.
Sou a rainha das
perdas,
necessárias ao meu crescimento.


Contudo quem não soube
a sombra não sabe a luz.

E num livro de matemática existencial
juntei todos esses problemas insolúveis,
com as respostas nas últimas
páginas.

Mas pra que me debruçar
sobre eles, procurando a solução
se a própria vida me conduz
a resposta final?

Sem medo de ser feliz
vou por aqui e por ali...
Por onde os caminhos,
as trilhas,
os atalhos me levarem,
traçando meu rumo.

Às vezes com alguma tristeza
mas quem disse que felicidade
é o contrário de tristeza?
Tristeza é só uma momentânea
falta de alegria!

É, amigo, amanhã
é sempre um novo dia
e quando a infelicidade
passar por aqui, minhas
malas estarão prontas
para eu ir por ali.


(Carlos Drummond de Andrade)

sábado, 19 de maio de 2012

Amizade ao Canário



(Guilherme de Almeida)

Nessa tua janela, solitário,
entre as grades douradas da gaiola,
teu amigo de exílio, teu canário
canta, e eu sei que esse canto te consola.


E, lá na rua, o povo tumultuário
ouvindo o canto que daqui se evola,
crê que é o nosso romance extraordinário
que naquela canção se desenrola.

Mas, cedo ou tarde, encontrarás, um dia,
calado e frio, na gaiola fria,
o teu canário que cantava tanto.

E eu chorarei. Teu pobre confidente
ensinou-me a chorar tão docemente,
que todo mundo pensará que eu canto.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Amizade à Menina Sincera



(Marisa Prado)

Menina crescia escutando
que não adiantava mentir
porque mãe sempre sabia.

Mãe dizia
que lia na testa da Menina,
e que só mãe
sabia ler testa.

Menina tentava
tapar a testa com a mão
na hora de mentir.
Mãe achava graça. Muita graça.
E continuava lendo assim mesmo.

Menina precisava entender
como essa coisa misteriosa acontecia.
No espelho do banheiro,
mentia muito em silêncio.
E na testa, nada escrito!

Aí, Menina descobriu
que mãe também mentia.
E que então não era testa
era o olho, com um brilho diferente -
que entregava a mentira.

Menina então tentava
fechar o olho com força,
para esconder a mentira.

Mas nem isso resolvia,
pois mãe sempre adivinhava.

Menina tinha era que aprender
a fingir de olho aberto,
que mentira era verdade.
Menina tentou, tentou...
e aprendeu.

Era essa a solução.

Mas de noite
Menina ficava apertada por dentro.
Assim meio sufocada,
não podia nem piscar.
Com o olho muito aberto,
não conseguia dormir.

Faltava ar pra Menina.
Igual quando a gente fica
quase sem respirar
rindo de uma cosquinha.
Só que não tinha graça.

Menina - sem querer -
tinha descoberto a Consciência,
uma coisa que toma conta da gente
mesmo quando mãe
não está lendo testa,
nem adivinhando olho.

Menina tinha aprendido
que ter que fingir doía.

E que desse jeito
ia ficar muito sem graça
ser gente grande.
Menina desistiu de crescer.

Mas não adiantava.
Menina via que agora
já estava quase da altura
do móvel da sala da vovó.
E ficava muito triste,
o aperto apertando mais.


E de tanto que o aperto apertava,
Menina achou que fingir
só podia doer tanto
porque era dor sozinha.

Menina teve uma idéia.
E ainda não sabia
se era idéia brilhante.
Mas sabia - isso sim -
que precisava testar,
pra conseguir descobrir.

A idéia da Menina
foi dizer para mãe
que era difícil fingir.
Menina achava ruim
aprender montes de coisas
sem dividir com ninguém.

Menina falou pra mãe
que era muito complicado
e que não era nada bom
ter que crescer sozinha.

Mãe abraçou
muito apertado a Menina.
E no colo tão esperado
Menina estava sendo mãe da mãe.

Menina sentiu
que mãe estava chorando.
E que mãe
ainda não tinha aprendido tudo.

Mãe não falava nada
Mas uma e outra sabiam
naquele abraço apertado
que em mãe também doía
ser gente grande sozinha.

Nessa hora
Menina entendeu tudinho.
Descobriu que só carinho
é que espanta a solidão.
E que a dor, se dividida,
fica dor menos doída.


E que aí,
dá até vontade
de continuar a crescer
pra descobrir
o resto das coisas.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Para que Serve um Amigo?




(Martha Medeiros)

Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shoping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.
Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, "A identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos.
Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo construído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos.
Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.
Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.
Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.
Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele e topa conhecer o teu.
Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon.
Um amigo não caminha apenas no shoping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado.
Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.
Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. 
Se tiver um, amém.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Gratidão de Amigo





GRATIDÃO DE AMIGO




Pela amizade que você me devota,
por meus defeitos que você nem nota...

Por meus valores que você aumenta,
por minha fé que você alimenta...

Por esta paz que nós nos transmitimos,
por este pão de amor que repartimos...

Pelo silêncio que diz quase tudo,
por este olhar que me reprova mudo...

Pela pureza dos seus sentimentos,
pela presença em todos os momentos...

Por ser presente, mesmo quando ausente,
por ser feliz quando me vê contente...

Por este olhar que diz:
"Amigo, vá em frente!"

Por ficar triste, quando estou tristonho,
por rir comigo quando estou risonho...

Por repreender-me, quando estou errado,
ou pelo meu segredo, sempre bem guardado...

Por seu segredo, que só eu conheço,
e por achar que apenas eu mereço...

Por me apontar pra DEUS a todo o instante,
por esse amor fraterno tão constante...

Por tudo isso e muito mais eu digo:
"DEUS TE ABENÇOE, MEU QUERIDO AMIGO!!"

Padre Zezinho, scj



quarta-feira, 2 de maio de 2012

Amizade aos Animais




"Em toda a história do mundo há apenas uma coisa que o dinheiro não pode comprar: o abano da cauda de um cachorro."

"Exitem pessoas que não gostam de cães,
Estas, com certeza, nunca tiveram em sua vida um amigo de quatro patas.
Ou, se tiveram, nunca olharam dentro daqueles olhos para perceber quem estava ali.
Um cão é um anjo que vem ao mundo ensinar amor.
Quem mais pode dar amor incondicional, amizade sem pedir nada em troca,
Afeição sem esperar retorno, proteção sem ganhar nada,
fidelidade vinte e quatro horas por dia?

Ah, não me venham com essa de que os pais fazem isso,
Porque os pais são humanos, se irritam, se afastam...
Um cão não se afasta, mesmo quando você o agride,
Ele retorna cabisbaixo pedindo desculpas por algo, que talvez não
fez, lambendo suas mãos a suplicar perdão.

Alguns anjos não possuem asas,
Possuem quatro patas, um corpo peludo, nariz de bolinha,
orelhas de atenção, olhar de aflição e carência.
Apesar dessa aparência, são tão anjos quanto os outros (aqueles com asas) e se dedicam aos seus humanos tanto quanto qualquer anjo costuma dedicar-se.
Que bom seria se todos os humanos pudessem ver a humanidade perfeita de um cão."

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