sábado, 5 de outubro de 2013

Carta entre cunhadas (VI)




Olhar com gratidão, para o que passou.
Tudo na vida é pura graça, abundante como a água, da cachoeira, é que, sem cessar, derrama do alto, da fonte secreta, que corre nesta noite.

Um olhar que se perde na eternidade. A esperança não é a convicção de que a escolha feita vai dar certo, mas a certeza de que esta escolha certamente tem um sentido, independente de como vai terminar.

(Vaclav Havel)

Coelho da Rocha, 1-10-1961
Saudações
À jovem cunhada
Da mesma forma o que lhe desejamos e muita felicidade para você e os seus.
Fiquei muito contente em receber sua cartinha.
Aqui felizmente tudo bem, "a pior sou eu" pois continuo sem ninguém para me fazer feliz.
Antonieta, peço-lhe uma coisa: quando escrever para mim, envia-me uma foto sua, aqui em casa não tenho nenhuma, só quem tem é o seu amor e a cunhadinha. Tá bem?
Quero uma só para mim.
Antonieta, eu escrevi estas linhas porque estava tão triste e, ao mesmo tempo alegre por saber que estava com o pensamento em alguém distante.
Triste porque não tenho onde sair hoje, Domingo, tão bonito pois é o primeiro a ser festejado a N. S. da Penha aqui numa cidade vizinha. E eu sem ter companhia para mim e a mamãe que não pode ficar sozinha.
O velho vai passear, os manos só chegam à tarde e à noite é perigoso.
Mas seja o que Deus quiser, vou levando esta vida até um dia encontrar a Felicidade, Paz e Amor.
Não é?
Veja como os dias estão voando, daqui a pouco chegará aquele dia. Não é?
Vestida de noiva com véu e grinalda, lá vai a Antonieta.
Desculpe a brincadeira que será verdade.
Esta frase não sei se você já ouviu no rádio, é uma música.
Antonieta, ficamos muito satisfeitos com a vinda do seu primo em nossas casas.
Desejamos agora a sua. Quando será?
Mamãe manda um forte abraço para você e todos daí.
Receba um forte abraço da cunhada.
Terezinha
Não repare a cartinha desta pobre "Sonhadora".






Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe sua amizade aqui.

Leia também...

Related Posts with Thumbnails