domingo, 6 de outubro de 2013

Carta entre cunhadas (VII)


Que tenho eu para que procures minha amizade?
Que interesse tens, meu Deus,
Que à minha porta,
Coberto de orvalho,
Passas as noites
Obscuras do inverno?

(Lope de Veja)

Coelho da Rocha, 1 de Novembro de 1961.
Bondosa cunhada
Salve Maria e todos os Santos!
Mais umas linhas para a minha querida amiga.
Espero que Deus possa nos fazer boas amigas.
Quem pede a Deus bondade para si e para os outros só pode ser feliz.
E você sabe disso melhor do que eu, pois tem dedicado mais horas a Ele do que eu.
Só agora tenho dedicado a Deus algumas horinhas, porque antes não podia nem falar em ir a uma missa.
Seu Pedro achava uma bobagem.
Agora, ele está mais camarada e mais compreensivo, só não nos acompanha.
Mas o dia virá.
Antonieta, agradeça a D. Magnólia por mim os biscoitinhos maravilhosos que me mandou e desculpe não mandar coisa melhor para ela.
Pois ela assim o merece.
Não sei como agradecer tanta gentileza quando aí estive.
Foram dias maravilhosos que jamais pensei passar dias tão bons e tão sossegados.
Só em Dois Irmãos tive essa felicidade. Desejo um dia receber em minha casa e fazer tanto quanto possível para os agradecer.
Mamãe também tem muita vontade de os conhecer e sempre manda muitas lembranças para todos.
Isa e Estela como vão no colégio, bem?
Estou com saudade das garotas, são levadas!
Parabéns pelo bonito enxoval que está organizando.
O Zé traz daí ótimas notícias, ele está satisfeitíssimo com tudo e com todos. Gosta muito de elogiá-los.
Também não é para menos, são, realmente, criaturas boas e compreensíveis.
E Assunta, como está? Dê lembranças a ela.
Termino desejando-lhe esses quatro dias cheios de plena felicidade ao lado do seu amado.
Uma beijoca da inoportuna.
Maria

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