quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Carta entre cunhadas (X)


MAS... os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo e quantos quilômetros... estão entre vocês.

Coelho da Rocha, 26-1-61
Bondosa cunhada
Salve Maria!
Com muita saudade, escrevo-lhe essas linhas e espero encontrá-la feliz juntamente com todos os seus.
Saímos daí seguindo para Cachoeiro na metade da viagem, o ônibus enguiçou sendo rebocado por um caminhão, o chofer pediu que todos soltassem para que ficasse leve o ônibus. Tivemos que caminhar a pé uns dez minutos atrás do ônibus como uma procissão. Até que na descida, a máquina resolveu pegar e então subimos todos seguindo normalmente o resto da viagem,
E em Cachoeiro, fizemos lanche e estivemos de 10 h 30 min às 14 h 30 min passeando por ali.
Seguimos viagem para Campos sem novidade. Ali nos esperavam, Petrônio e Aída. Os quais nos receberam muito bem e nos levaram para a casa da cidade no Ipiranga.
Ali passamos a noite e na manhã seguinte seguimos para a Praia de Gruçaí onde eles estão fazendo uma casa. De Campos, para a praia, uma hora e trinta minutos a pé. Já pensou?
Chegamos na para descansamos um dia e a noite resolvemos voltar par casa.
Pedro já estava preocupado com as vendas.
Dormimos, acordamos às 6 h e marchamos para Campos novamente.
Chegando lá, não havia condução para parte da manhã, tivemos que fazer horta até meio dia pela cidade até que chegou 12 h.
Petrônio nesta altura já tinha ido trabalhar pois tinha compromisso sérios e Aída ficou na Praia observando as obras.
Chegamos ao Rio num carro extra.
Nas proximidades de Aleluia, o carro apresentou defeito e teve que ir ficar na garagem.
Cegando em Niterói, outro carro substituiu o nosso, conduzindo os passageiros ao Rio pelas barcas.
O que tive muito medo.
Chegamos ao Rio debaixo de chuvas fortes.
Era 8 h 45 min da noite quase 9 h, pegamos a lotação pra Caxias, às 11 h chegamos em Coelho da Rocha, atravessando com água pelos joelhos.
O pequeno dormia no meu colo, a do meio no do Pedro e a maior no chão chorando com medo. Do escuro e da água que molhou até o vestido dela.
Ensopados, entramos em casa para espanto de todos.
Mamãe dormia, Guiomar e Enrique acabaram de se deitar cansadíssimos e nervosos.
Como vê, a ida foi ótima, o passeio ficou na história mas na volta, foi de amargar.
Com toda a dificuldade da volta, estamos satisfeitos com o passeio, gostamos muito de tudo e de todos.
Acordamos todo o povo da sua terra, eu espero ter sido compreendida por todos.
Se alguma tristeza tenha lhe causado, peço desculpas.
Agradeço de topo coração a atenção a mim dispensada e espero retribuí-la quando for possível virem aqui.
De um abraço nas meninas e na D. Magnólia.
Pergunte a Assunta como vai o Assunto.
Lembranças ao Zeca e Sr. Antônio.
Para você, beijinhos e beijocas e até um novo encontro como aquele.
Sua sincera amiga.
Maria


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