quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Carta entre cunhadas (XI)


Um amigo nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos, abençoando sua vida!


Coelho da Rocha, 25 de Novembro de 1961.
Gentil cunhada
Viva Jesus!
Aqui, todos com saúde, felizmente.
Estamos aguardando a decisão da viagem, por enquanto, nada posso garantir, se Dezembro ou Janeiro.
Saudade muitas, hein?
Do seu vem amado, não era para menos.
Agora, tenho-o pertinho de mim.
Como deve ser do seu conhecimento.
Zeca gora mora aqui em casa.
O Pedro manda perguntar se você não enjoou das minhas malfeitas cartas cheias de bobagens?
Não leve a mal, é brincadeira.
Então, como vão os bordados?
Sente-se muito atrapalhada?
Aguenta firme, você ainda não viu nada.
Pegue as manas para ajudar nas férias e diga a elas que fui eu que mandei, porque não gosto de ninguém parado.
Agora, quem vai parar sou eu.
Sabe que horas são? 10 h da noite, amanhã continuarei se Deus quiser.

Dou prosseguimento embora com sono outra vez porque são 9 h da noite do dia 26, perguntando-lhe como estão os seus parentes.
Se tem passeado muito, se tem trabalhado muito e se gostou do casamento forçado do Carlos com a Roberta. Já imaginou essa tragédia com um de nós, trocar de noivo?
Fique com Deus!
Beijinhos
Maria

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