sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Carta entre cunhadas (XVII)




 “Sede como pássaros que, ao pousarem um instante sobre ramos muito leves, sentem-nos ceder, mas cantam! Eles sabem que possuem asas”. (Victor Hugo).

Coelho da Rocha, 8-9-1961
Saudações
 Bondosa cunhada
Espero que, ao receber esta, esteja com perfeita saúde.
É o que todos desejamos.
Enquanto nós aqui vamos indo bem, graças a Deus.
Eu esperava fazer esta viagem com o mano mas ainda não foi possível pois estou fazendo o tratamento nos meus dentes ainda.
Mas desejo antes do fim do ano, conhecê-la pessoalmente.
Aqui todos só falam no seu matrimônio com o Zeca.
Quanto ao meu namoro, fracassou pois eu mesmo não esperava.
 Não tive mais notícias dele pois não mais regressou à minha casa.
Ele mora em cidade vizinha e nem sequer me deu explicação; vim a saber mais ou menos da sua situação por alguns conhecidos dele.
Por fim, era casado.
Veja, Maria, que logo do primeiro amor tive desilusão.
Agora, estou seguindo novos caminhos a espera de alguém que me faça ficar alegre.
Mas seja o que Deus quiser.
Quem espera sempre alcança.
Antonieta, não repare esta carta.
Sem melhores explicações, eu ando meio desorientada.
Mamãe manda lembrança.
Vou terminar esta carta com um forte abraço da sua futura cunhada.

Terezinha

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