quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Carta entre cunhadas (XXX)

"Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis."


Coelho da Rocha, 21-1-62
Querida cunhada
Salve Maria!
Comemoramos hoje, com muita saudade, aquele grande dia.
O dia que chegamos aí em sua casa.
Foi a maior viagem que já fiz em minha vida.
Viu como passa um ano?
Recordamos hoje todas as horas, a hora do café, do almoço, a hora que fomos passear na casa do coqueiro grande onde mora aquela sua tia risonha. Gostei muito de conversar com ela.
Gosto de pessoas alegres, como gostei de todos que tive oportunidade de conhecer.
No dia seguinte, fomos a reza, conseguimos arrastar o Pedro até a Igreja, o que aqui não consigo.
Ele será difícil de nos acompanhar até a Missa.
Enfim, seja como Deus quiser.
Felizmente tem deixado eu ir com os meninos. Aqui hoje ia haver uma grande festa de S. Sebastião mas, devido as fores chuvas, ficou transferida para o dia 5 de Fevereiro.
Com Crisma, procissão e será colocada a pedra fundamental para a construção de uma nova igreja que será a capela de S. Sebastião.
Antonieta, pergunte a Isa e Estela se elas se lembram que estavam cansadas de lavar tomate e quando D. Magnólia chamou para lavar uvas, vieram correndo e rindo e fizeram a maior farra na cozinha?
E como estão elas?
Cada vez mais gordas?
E a Assunta e a s crianças como estão?
Diga a D. Magnólia que a galinha assada estava um estouro, esquentei bem ela e chamamos aos peitos.
Mas que os biscoitinhos também não ficaram para trás.
E que muito agradeço este presentão.
Ah! Quero saber de você se esse blusão amarelo é um desafio?
Brincadeira.
Despeço-me saudosa, uma beijoca.

Maria


Um comentário:

  1. Bom dia
    Parecem apontamentos de um diário muito pessoal e também familiar.
    Felicidades para todos

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