sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Carta entre cunhadas (XXXI)

Algumas vezes na vida,
Você acha um amigo especial
Alguém que muda a sua vida
Apenas por fazer parte dela
Alguém que faça você rir
Até não poder mais...


Coelho da Rocha, 2 de Março de 1962.
Amiga cunhada
Um abração de início.
Estamos em Março, mês de S. José, o protetor dos noivos.
Que ele lhe dê um mês de Março feliz é o meu desejo.
Felizmente, por aqui tudo animado e por aí?
Espero que não repare a cartinha da menor mas ela está precisando de castigo.
Então, aproveitei para castigá-la hoje.
Se ela não escrevesse o que eu mandei, ia levar umas palmadas. Apesar de você merecer palavras bonitas, eu a obriguei a ler isso.
Todas as vezes que nós vamos escrever para você é uma briga, ela quer ser a primeira.
Na hora do almoço, jantar e banho, pentear, enfim.
Então fiz ela passar uma vergonha.
Sabe o que ela disse chorando?
A titia vai ler isso e não vai mais escrever para mim.
Espero que você mande uns conselhos caprichados para ela.
E diga que, se ela continuar assim, não pode ira ao seu casamento e nem vai fazer a primeira comunhão. 
Sim, Antonieta, porque estou atrapalhada, sempre escrevo à última hora.
Não repare.
Breve conversaremos com vagar.
Mamãe, Rosinha, Terezinha e Guiomar, enfim, a família toda do firim fim fim manda muitas lembranças.
Dê muitas lembranças a todos e um abraço da amiga.

Maria



Um comentário:

  1. Nada como receber uma carta. Hoje na era digital
    tudo parece tão frio.Embora tenhamos pessdoas como vc que deixa
    mais florido esse mundo.
    Beijos

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