terça-feira, 23 de junho de 2020

Saindo do Isolamento


💙 Margarida💙

Desafio nº 211


Se pensarem na primeira transmissão telefónica entre quatro telefones, que aconteceu há 143 anos, que texto, de 77 palavras, conseguem escrever?







Ela, elegantemente, senta-se no sofá.
Põe aparelho no colo, pesado ela o sente.
Retira do gancho parte dele que se encaixa no aparelho novo na sua estreia.
Seu dedo percorre orifícios com números aleatórios.
Põe aparelho no ouvido.
Do outro lado da linha, tem sensação de que voz masculina está pelo fio.
Ouve delicado alô!
Ela, atônita, nada diz.
Com aparelho no ouvido, sonoro tum, tum, tum, invade seus tímpanos.
Não entendeu revidar cumprimento. O outro desligou.


quinta-feira, 18 de junho de 2020

Inovar na Quarentena ( nova rotina de mimar)





💙 Tê Nolasco 💙

💙  Cris 💙



Não basta ser mãe, tem que amar...

Um certo dia, ouvi um aluno  de apenas sete aninhos, chamar a mãe de "mãe"...
Até aí tudo bem...
Entretanto, ela gritou estrondosamente:
- Não me chame de mãe!
Acreditam?
Sim, ela era a mãe biológica dele.

Bem, deixemos julgamentos à parte...

Mães na quarentena e uma nova rotina”
Temos vivido, há mais de 90 dias a mais delicada rotina das nossas vidas...
Ficar em 🏠...
Isso é compreensível e urgente em vista de tantas outras coisas que temos ultrapassado.
Bem, com relação aos filhos?
Encontrei um jeito de estar com eles...

Nem só de pão viveremos, mas de toda Palavra  que procede da Boca de Deus...

Nestes três meses decorridos, teve aniversário da filha, Dia das Mães ... Dia dos Enamorados...
Ainda bem que existe sistema de delivery que nos ajuda a mantermos os  agrados maternais quando eles estão bem longe de nós, como é meu caso...
Para tudo há um jeito...
Vamos às fotinhos mais abaixo...
Imagens falam mais do que palavras, muitas vezes...
Tudo começa com amamentação...
Comidinha na boca...
E depois, acaba o zelo maternal?
Jesus comia com seus discípulos...
Comer é num gesto delicado e fraterno, também maternal...
Mantivemos o isolamento, mas não perdemos o elo...
Estou distraindo "meus meninos"   ...
Todos somos da área de risco, então um anima o outro .
Quando filhos crescem e nós amadurecemos, eles se tornam um pouco mães para nós também...
Por outro lado, sou suporte firme na hora que eles precisam e "se" precisam...
Não tenho mais filhos comigo...
Se Maomé não pode vir à montanha... a montanha vai a Maomé...
Assim tenho feito...
Só uma única vez, filho e nora vieram ainda em Março encher o lar de mantimentos pois ninguém sabia o que iríamos passar... Nada de exagero nem estoque, até porque não tenho espaço, por  optar pela simplicidade. Cada coisa que uso lembro-me deles na porta da sala e eu a quatro metros de distância deles... Todos de máscaras, luvas e tal... A apreensão não nos lembrou da foto de registro, na ocasião... Pedi que não se arriscasem mais...
Eis as que tenho feito nesta noventena! 








Lanches nas tardinhas de fim de semana...




Mimar filha é agradar netinhos também...









Mas... Nem só de filhos vive uma mãe 😍
Tenho vizinhas ótimas no condomínio e quem disse que não podemos ser mães para nossas vizinhas. Sempre tive por costume, mimar, "amaternar", minhas vizinhas onde morei... E fui mimada igualmente...
Tive uma ideia de tomar um chá ou café com elas neste Domingo e foi assim também, após WhatsApp, interfones e tal...
Enviei este bolinho igual a cada uma por delivery.
Elas fotografaram e me mandaram... Tomando café com bolo e conversando...


Vizinha do andar 6💙

Vizinha do andar 8💙


Eu...💙

Na mesma hora, cada uma na sua casa...
🏡🏡🏡

Quem disse também que não podemos "amaternar"nossas  amigas virtuais? 
Claro que sim!
É tempo de inovar...
Tive uma singela ideia no Domingo passado e foi muito divertido o retorno.
Liguei para umas e cantei um Bom dia especial...
Rimos muito e recebi muitas bençãos delas.

Diná logo retribuiu no blog, que surpresa boa!

Chica, para retribuir, logo à tarde, me mandou a foto estilizada dela cantando para mim, ainda que sem som, brincou ela mesma...
🤩😍🥰

Agradável pode  ser " amaternar " em tempos de isolamento solidário a que todos estamos submetidos, por bom senso...
Em primeiro lugar.
🏡
Fiquemos em casa!
Sejamos "mães" dos que amamos!
Liguemos de vez em quando... em horários convenientes, anima demasiadamente, conforta nosso 💙.
Façamos fumaça... Nossa tribo merece.
É tempo de acendermos a fogueira do nosso 💙, 
Vamos acarinhar...
O 💙 agradece, aumenta a imunidade toda forma de alegria vivida.

"Dá de acordo com tuas possibilidades ...

Dá tuas orações...

Dá tua boa acolhida...

Dá teu sorriso...

Dá tua bondade...

Dá tua consolação...

Dá tua simpatia...

Dize-lhes: DEUS abençoe!

Bata amigavelmente no ombro.

Dá-lhe um alegre bom dia!"



🆘

ATENÇÃO

🆘
Ah! Quase ia me esquecendo...
Sobre a ansiedade nos dias atuais, tanto para mães como para filhos:
O estoque das farmácias da Valeriana aqui na minha cidade esgotou... 
Ainda bem que gosto dos chás de camomila e outros...
Entramos no vermelho, junto com Vitória e Vila Velha, em relação aos casos de contaminados pela Covid 19.
Rezem por nós, amigos, por caridade.
Deus os abençoe também!
🙏🙏🙏🕊️🕊️🕊️





domingo, 14 de junho de 2020

Dando Cabo do Tempo Atual


Desafio nº 210



Dia 10 de junho, lembrei-me do Cabo das Tormentas.

De associação em associação, encontrei a ideia. Qual é então o desafio?

Usem, dentro do texto, o máximo de vezes a palavra cabo.


Solta o cabo da nau, toma os remos nas mãos e navega com fé em Jesus...


Era tempo feliz, havia dado cabo de linda viagem. 
Ao cabo, cheguei, pus-me a dar cabo de aterrissar.
Ao cabo do dia, ouvia notícia sobre vírus, dava cabo de pessoas na China.
Atentei às notícias, dei cabo de noticiários. Aumentava ansiedade, dava cabo da saúde emocional.
Metanoia, dou cabo de tormentas desnecessárias.
Há noventa dias, orar, tecer, faxinar, cozinhar, dou cabo de amar, ser amada.
A vida precisa de dar  cabo aos bons sentimentos, confiantemente, venceremos unidos!


segunda-feira, 8 de junho de 2020

Mimo à Amiga Leitora







"Boa tarde, Rosélia!
Compartilhar nossos sentimentos, pensamentos, dificuldade é bom, porque as vezes precisamos de um escape... Lindas palavras, passagem da Bíblia reforça nosso olhar e amor ao próximo e a si mesmo...
Estava lendo um comentário seu no post do ... (amigo em comum), e vi que você foi professora de Mobral. Se um dia houver oportunidade e vontade, compartilhe com a gente essa experiência e vivência. Amo história, amo conhecer e ler biografia, saber de experiências antigas...
Percebo que as poucas pessoas que comentam sobre o Mobral, tem vergonha de falar... E lendo um pouco sobre o assunto, tenho curiosidade, porque antigamente os estudos "eu tenho a impressão que era para pessoas de uma classe mais elevada"...
Será que as pessoas mais humildes tinham vergonha de estudar, porque ficavam com vergonha, e ai acabavam não estudando? E depois veio o Mobral, para suprir o analfabetismo?
Tenho muita curiosidade, gosto de ler, conhecer sobre outras épocas... Se for interessante você contar em algum dos seus blog, sinaliza que vou amar ler e conhecer sobre o assunto...
Forte abraço.
Ju.http://www.maesemfronteiras.com.br/

Está Aqui




MOBRAL

O Movimento Brasileiro de Alfabetização foi um órgão do governo brasileiro, instituído pelo decreto nº 62.455, de 22 de Março de 1968, conforme autorizado pela Lei n° 5.379, de 15 de dezembro de 1967 durante o governo de Emílio Garrastazu Médice na Ditadura Militar.

Mobral propunha a alfabetização funcional de jovens e adultos, visando “conduzir a pessoa humana a adquirir técnicas de leitura, escrita e cálculo como meio de integrá-la a sua comunidade, permitindo melhores condições de vida”. O programa foi extinto em 1985 e substituído pelo Projeto Educar.

Professor, embora frequentemente não gozes dos melhores salários, são revolucionários, semeadores de ideias, têm o poder de transformação social maior que os generais e políticos.





Em 1972, fui voluntária do Projeto Mobral.

Tinha apenas 17 aninhos, estava me formando no curso Normal.
Lecionava num barracão, no interior do RJ.
Por que acima falei apenas 17 aninhos?
Se foi com esta mesma idade que entrei para a universidade?
Se também foi com esta idade que tinha dois empregos públicos que tive que esperar completar a maioridade para assumir?
Digo assim, pois jamais imaginei naquela idade tudo que iria viver. Lamento muito não ter sido documentada minha experiência naquele Projeto.
Era por demais inocente, tinha o espírito altruísta e, se via uma forma de  ajudar, eu desejava muito participar.  Por sorte, minha educação repressora materna não me impediu. Era apenas uma 'criança' e meu pai ia me buscar à noite na saída da aula, de carro para me proteger. Eu nada entendia de violência  e não tinha maldade em minha mente e 💙.
O único que posso registrar à amiga foi minha primeira turma onde lecionei no Estado do RJ na alfabetização de adultos, também à noite, cuja foto postei acima, com aluno ao lado. Foi fascinante experiência e as fotos em preto e branco são da primeira formatura de alunos meus, quando tinha já 18 anos e pude assumir meu cargo público.

Foto de 2019
Fui muito feliz por ter cumprido minha vocação.


Ju, não sei se satisfaço sua intenção, mas deixo aqui uma resposta como pude, pois era pouco registro para muita vocação ... Creio que hoje em dia há muito registro e talvez pouca vocação.
Sim, minha vocação eu descobri aos cinco aninhos, uma vez  alfabetizada, disse  ao meu padrinho de Batismo: "eu quero sê pofessoia".
Quanto às perguntas a mim dirigidas, só posso lhe dizer que a educação favorecia às classes sociais mais abastadas e, as meninas eram formadas para se casarem, cuidarem dos filhos e tal, como sabe bem. No interior, só estudava bem a de classe média em diante e a menos favorecida tinha que cuidar dos irmãos mais novos para ajudarem às mães, meninos trabalhavam cedo para ajudarem seus pais na manutenção do lar. Era uma realidade que alimentava o analfabetismo no Brasil.
Por motivos políticos e outros, o MOBRAL teve fim.
A mãe que me criou, por exemplo, teve a quarta série primária e, quando passou no exame de admissão ao ginásio, seu pai lhe proibiu de prosseguir pois tinha irmãos para cuidar. Mulher que estudava, na concepção dele, dava para o que não prestava (palavras textuais dele). 
Há muitos sites como fontes de estudo, caso você queira aprofundar.
Peço desculpas por não direcionar a amiga a nenhum em particular pois estou numa fase de certo zelo com saúde pelo isolamento solidário e tenho que estar o mais leve possível.
Como não gosto de deixar amigas leitoras sem respostas, prontamente fiz um post menos detalhado.
Muito obrigada, querida Ju, por me recordar bons tempos do início da minha juventude. Foi muito bom receber seus comentários, são sempre excelentes e merecedores de toda minha consideração. 



quarta-feira, 3 de junho de 2020

Só Sei que Nada Sei

💙Margarida Fonseca 💙


Desafio nº 209


Trabalharemos hoje o ritmo do texto.

As frases que escreverem terão de usar, logo no início (na pessoa e tempo verbal que quiserem e pela ordem que preferirem):

Sei… Não sei… Nem sei… 

Só sei… Também sei… Nunca sei…



Sei de muitas coisas que fui vivendo ao longo da vida, entretanto não sei de tantas outras.
Nem sei o tanto que aprendi, me enriqueci.
sei que um pouco apreendi, pois tem certos momentos que também sei aplicar  meu potencial aos que tanto quero bem .
Nunca sei como fazer o bem para quem não é agradecido. Tudo que faço nada lhe convém. 
Entretanto de uma coisa sei bem: farei o bem ilimitadamente, dentro das minhas parcas possibilidades.






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