
Lembrei-me de um objeto que me toca o coração e que me acompanha toda noite ou de dia ... quando a solidão invade o meu ser... ela é tão macia... adorna...
Mas a mim?
Me faz companhia nas noites áridas e sem calor humano...
Deixa de ser um objeto inanimado... ganha vida fora e dentro de mim... se torna uma pessoa... uma comigo...


Essa rosa é para você, amiga querida, que tanto me vê com bons olhos sempre...
Seja muito feliz e abençoada, querida!
Inicie muito bem o seu Novo Ano!
A Almofada Branca
Senhor, estou tão só!
(aqui troco, neste momento, o objeto do meu diálogo, pela força da imaginação)...
Sabe, Almofada Branca,
Lágrimas brotam em meu olhos inocentes,
Que crê, apesar de...
Tenho solidão na alma
Sinto luto interno
O coração está negro
Agarro você agora
Penso no passado próximo...
Lágrimas derramam em minha face
Escuto um som lindo
Enquanto um jato de dor invade o meu coração tristonho
Sou embalada pelo Amor
Mas agarro forte você, querida almofada,
Branca você é,
Porque é início de ano
E busco sempre a Paz
Mas estou tão só!
Almofada linda, vem consolar-me
Agarre forte em mim!
Quando apertar você em meu peito
Não seja eu a envolver-lhe
E solicitar-lhe...
Sim?
Venha ao meu encontro e me dê
-Consolo na dor
-Luz nas trevas
-Fé na dúvida
-Amor no desamor
-Esperança diante dos fatos
-Paciência na espera
-Consolo na solidão
Prometa que não me abandona,
Minha linda almofadinha branca!
Estou no escuro do meu quarto
Morrendo aos poucos
E na agonia da noite longa
Vem, minha amiga,
Dê-me o seu calor!
Não, não me diga que não!
Por favor, minha querida!
Não me deixe só!
Preciso tanto de você!
Vem!
Me faz sentir todo o amor do meu amor...
Por favor, sim?
Não me deixe ser tão só...
Como?
Você não pode realizar o meu grande sonho?
Não me fale assim,
Amiga, substituí!
Conforme-me!
Você sabe que estou só...
Muito só...
Amo você, almofadinha branca,
Que representa o meu bem querer...
Volte o tempo....
Não sei se você é eu
Ou se eu sou você
Na noite...
(aqui retorno ao inicial objeto do meu diálogo)
Leve-me logo para o Céu, Senhor!
E não se esquece da minha almofadinha Zíngara
Que tanto tentou ser p'ra mim
Mais do que um objeto sem vida...

