sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Carta entre cunhadas (XII)



Quando iniciamos esta aventura chamada VIDA, não sabíamos das incríveis alegrias ou tristezas que estavam adiante. Nem sabíamos o quanto precisaríamos uns dos outros.

Em 26-5-61
Saudações
Querida e estimada amiga Antonieta, em primeiro lugar, desejo-lhes saúde a você e a todos da família.
Minha amiga, eu não te esqueci, não te escrevi por não ter tido nenhum tempo.
Mas a sua lembrança sempre está comigo.
Mas agora, sem esperar, José esteve em minha casa e então sentei-me e escrevi.
Espero que você me dê o prazer de vir até a minha casa bem em breve.
Saúde e felicidade a vocês todos daí.
Futura cunhada.

Rosa

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Carta entre cunhadas (XI)


Um amigo nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos, abençoando sua vida!


Coelho da Rocha, 25 de Novembro de 1961.
Gentil cunhada
Viva Jesus!
Aqui, todos com saúde, felizmente.
Estamos aguardando a decisão da viagem, por enquanto, nada posso garantir, se Dezembro ou Janeiro.
Saudade muitas, hein?
Do seu vem amado, não era para menos.
Agora, tenho-o pertinho de mim.
Como deve ser do seu conhecimento.
Zeca gora mora aqui em casa.
O Pedro manda perguntar se você não enjoou das minhas malfeitas cartas cheias de bobagens?
Não leve a mal, é brincadeira.
Então, como vão os bordados?
Sente-se muito atrapalhada?
Aguenta firme, você ainda não viu nada.
Pegue as manas para ajudar nas férias e diga a elas que fui eu que mandei, porque não gosto de ninguém parado.
Agora, quem vai parar sou eu.
Sabe que horas são? 10 h da noite, amanhã continuarei se Deus quiser.

Dou prosseguimento embora com sono outra vez porque são 9 h da noite do dia 26, perguntando-lhe como estão os seus parentes.
Se tem passeado muito, se tem trabalhado muito e se gostou do casamento forçado do Carlos com a Roberta. Já imaginou essa tragédia com um de nós, trocar de noivo?
Fique com Deus!
Beijinhos
Maria

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Carta entre cunhadas (X)


MAS... os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo e quantos quilômetros... estão entre vocês.

Coelho da Rocha, 26-1-61
Bondosa cunhada
Salve Maria!
Com muita saudade, escrevo-lhe essas linhas e espero encontrá-la feliz juntamente com todos os seus.
Saímos daí seguindo para Cachoeiro na metade da viagem, o ônibus enguiçou sendo rebocado por um caminhão, o chofer pediu que todos soltassem para que ficasse leve o ônibus. Tivemos que caminhar a pé uns dez minutos atrás do ônibus como uma procissão. Até que na descida, a máquina resolveu pegar e então subimos todos seguindo normalmente o resto da viagem,
E em Cachoeiro, fizemos lanche e estivemos de 10 h 30 min às 14 h 30 min passeando por ali.
Seguimos viagem para Campos sem novidade. Ali nos esperavam, Petrônio e Aída. Os quais nos receberam muito bem e nos levaram para a casa da cidade no Ipiranga.
Ali passamos a noite e na manhã seguinte seguimos para a Praia de Gruçaí onde eles estão fazendo uma casa. De Campos, para a praia, uma hora e trinta minutos a pé. Já pensou?
Chegamos na para descansamos um dia e a noite resolvemos voltar par casa.
Pedro já estava preocupado com as vendas.
Dormimos, acordamos às 6 h e marchamos para Campos novamente.
Chegando lá, não havia condução para parte da manhã, tivemos que fazer horta até meio dia pela cidade até que chegou 12 h.
Petrônio nesta altura já tinha ido trabalhar pois tinha compromisso sérios e Aída ficou na Praia observando as obras.
Chegamos ao Rio num carro extra.
Nas proximidades de Aleluia, o carro apresentou defeito e teve que ir ficar na garagem.
Cegando em Niterói, outro carro substituiu o nosso, conduzindo os passageiros ao Rio pelas barcas.
O que tive muito medo.
Chegamos ao Rio debaixo de chuvas fortes.
Era 8 h 45 min da noite quase 9 h, pegamos a lotação pra Caxias, às 11 h chegamos em Coelho da Rocha, atravessando com água pelos joelhos.
O pequeno dormia no meu colo, a do meio no do Pedro e a maior no chão chorando com medo. Do escuro e da água que molhou até o vestido dela.
Ensopados, entramos em casa para espanto de todos.
Mamãe dormia, Guiomar e Enrique acabaram de se deitar cansadíssimos e nervosos.
Como vê, a ida foi ótima, o passeio ficou na história mas na volta, foi de amargar.
Com toda a dificuldade da volta, estamos satisfeitos com o passeio, gostamos muito de tudo e de todos.
Acordamos todo o povo da sua terra, eu espero ter sido compreendida por todos.
Se alguma tristeza tenha lhe causado, peço desculpas.
Agradeço de topo coração a atenção a mim dispensada e espero retribuí-la quando for possível virem aqui.
De um abraço nas meninas e na D. Magnólia.
Pergunte a Assunta como vai o Assunto.
Lembranças ao Zeca e Sr. Antônio.
Para você, beijinhos e beijocas e até um novo encontro como aquele.
Sua sincera amiga.
Maria


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