quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Carta entre cunhadas (XXXV)


Amigo é quem, conhecido ou não, vivo ou morto, nos faz pensar, agir ou se comportar no melhor de nós mesmos.


Coelho da Rocha, 23 de Julho de1961.
Bondosa cunhada
Salve Maria!
Saudosa pela nossa correspondência resolvi, de repente, escrever um pouco.
Tenho estado muito ocupada devido a uma série de coisas que tem acontecido por aqui.
Imagine que adoeceu primeiro o meu afilhado o Ivanir da Rosinha. Dei uma porção de voltas com ele.
Em seguida, nasceu o Isaías, mais um pouco de trabalho.
Enfim, tudo em paz.
Quando parecia tudo calmo, passou mal a Ercy seguindo para uma maternidade e ali ganhou um bonito garoto.
Foi porém infeliz, porque o menino nasceu morto, o que encheu-nos de tristeza.
Ela estava inconsolável, João idem, mas só é o que Deus quer.
Agora, está mais calma, já está na casa da mãe e passa bem.
Como vê, uma série de trapalhadas que nos deixaram preocupados.
 Peço desculpas por não ter escrito na viagem passada, não houve tempo,
Essa semana folgou um pouco.
Vejamos o que aparecerá mais para perturbar os nossos planos futuros.
A sua última carta você perguntou que achava eu de Janeiro.
Respondo que, devido as férias das crianças, do Pedro e, ao mesmo tempo, do Zeca está bom.
Por aqui, a animação é grande e já estamos nos preparando para a grande data.
E D. Magnólia, está satisfeita?
Seu Antônio, as meninas (de 80 quilos) também estão?
Começa a surgir uma novidade para a Terezinha. Um príncipe encantado talvez.
Deixo para ela escrever essa história.
Mamãe manda recomendações para todos e um abraço para você.
Dê por mim um abraço na Assunta e pergunte a ela como vai o Assunto?
Estou doida para rever essa turma toda.
Gostei dos retratos dos casamentos daí, as noivas estavam muito bonitas e a madrinha estava muito elegante na pessoa de nossa Antonieta.
O nosso Zé estava satisfeito nesse dia.
Como sempre, que está ai.
Amanhã, as meninas escreverão para você, hoje já estão dormindo, são 9 h 30 min. O pequeno já está na escola e sabe contar de um até vinte e dez, conhece?
Quando ele chega em 28, 29, vinte e dez.
Nem sei escrever isso.
Mas está animadinho.
Isso é que serve.
Antonieta, vou terminar desejando-lhe um noivado feliz e um fim de ano maravilhoso.
Recomendações a todos os seus.
Sua amiga e futura cunhada.

Maria.


P.S.Eis que chega o fim desta série (amanhã será o último post), eles se casaram e fizeram, neste ano, 52 anos de casados.

As cunhadas vivas são só três de seis... Mas, infelizmente duas são quase inimigas...
Tiremos nossa  conclusões... É uma pena que seja agora um relacionamento superficial e sem contentamento de ambas as partes!!!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Carta entre cunhadas (XXXIV)


Seu Amigo Eterno segura a sua mão
E diz que
Tudo vai ficar bem
Se você achar este tipo de amigo
Você se sente feliz e completo
Porque você não precisa se preocupar
Você tem um Amigo Eterno na Vida
E o Eterno não tem FIM!!!




Coelho da Rocha, 13-4-62
Querida cunhada
É com satisfação que lhe envio mais essas linhas.
Desejo, sinceramente, que seu aniversário seja muito bem comemorado e que você esteja muito alegre nesse dia.
Vovó Magnólia está toda feliz com as duas netinhas, não é?
E o vovô Antônio?
Sabe que a menor melhorou?
Deu certo o nosso acordo, seus conselhos me ajudaram muito. Mas continua a campanha, para ela eu digo que, se não melhorar, não vai aí e nem depois que vocês se casarem, quando eu for na sua casa, ela não vai.
Isso fora as lambadas para esquentar...
Abril! (está esquentando)
Tudo animado aí, por aqui estamos animados.
Os casamentos, quando se aproximam, não se fala em outra coisa.
E as manas como vão?
Assunta e as crianças vão bem?
Dê lembranças às tias e um abraço na mamãe.
Um abraço de mãe para você e muitas felicidades.
Uma beijoquinha
Maria



segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Carta entre cunhadas (XXXIII)

Quando você está para baixo
E o mundo parece escuro e vazio
Seu Amigo Eterno levanta o seu astral
E faz daquele mundo escuro e vazio
Parecer de repente cheio e brilhante
Seu Amigo Eterno enfrenta...


Coelho da Rocha, 31 de Março de 1961
Querida e inesquecível amiga
Salve Maria!
Espero encontra-la feliz embora saudosa. Com este luar quem não sente saudades quando está longe do seu bem amado.
Tenha paciência, virão muitos luares iguais a esse, para vocês passarem juntos.
Calculo como deve se sentir com essa separação de dois meses depois dumas férias daquelas.
Mas para tudo há jeito nesse mundo;
O Zeca está sofrendo de apaixonite aguda, não há remédio que sare.
Eu procuro amenizar com um cafezinho de vez em quando, mas ele está sempre com um olhar muito longe daqui.
(Umas doze horas de viagem).
Segue aqui os meus votos de felicidades pela passagem do seu aniversário no próximo dia 15 de Abril.
As meninas vão vindo bem e estão todos com coqueluche mas já está branda a tosse. Quanto a missa, já faltei um Domingo. Pretendo voltar a frequentar no próximo que será de Páscoa, inclusive confessar e comungar.
O Zeca está escrevendo do quarto dele enquanto eu escrevo de cá, não sei qual vai gostar mais.
Escute, Simone já anda?
E os meninos daí, ficaram bons da tosse?
Tosse ingrata não é, Antonieta?
Deixa as crianças logo abatidas, o que vale é que dá uma vez só.
Mamãe manda lembranças a todos os seus.
Envio para D. Magnólia um respeitoso abraço e lembranças a todos os seus parentes que eu tive a oportunidade de conhecer.
Um abração de sua amiga.
Maria.




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