Desafio RS nº 25
Dedos batem muito ao de leve num vidro, com pouca convicção ou receio.
Repetem este gesto, mas a janela só se abrirá quando quem bateu já tiver
desaparecido dali. O texto pode ser metafórico.
Por vezes, demoramos tanto a abrir a porta do coração que, pela delicadeza de quem bate, com elegância sutil, o tempo para a abertura ainda se torna sempre mais lento de acordo com a nossa vontade própria e caprichosa...
Resultado: quem bateu tão docemente, mesmo não se cansando de nos chamar, fica uma vida toda a esperar e nada da nossa parte...
Ainda bem que o Clemente fica uma vida, se preciso for, a nos chamar delicadamente...


